Empresa de ônibus demite em massa e trabalhadores fazem protesto

Empresa de ônibus demite em massa e trabalhadores fazem protesto

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Em meio a uma pandemia do Coronavírus (Covid-19) os trabalhadores estão se preocupando duas vezes mais, em não contrair o vírus e não serem demitidos. Na manhã dessa terça-feira (31), mais de 100 rodoviários da Transcol foram surpreendidos com demissões quando chegaram para trabalhar.

Os trabalhadores se reuniram e realizaram um protesto pacifico em frente à garagem da empresa, na Guabiraba.

Nesta terça-feira (31), o Sindicato dos Rodoviários emitiu uma nota criticando o Governo de Pernambuco. A categoria alega que, segundo decreto do governador Paulo Câmara, a circulação de ônibus durante a pandemia do coronavírus deveria ocorrer sem aglomerações e denuncia que alguns coletivos circulam lotados no Grande Recife.

Veja a nota do Sindicato dos Rodoviários

“Segundo portaria publicada pelo Governo Paulo Câmara no último dia 24, a fim de evitar exposição ao Coronavírus, os ônibus do Recife e Região Metropolitana só podem circular com passageiros sentados, sem aglomeração, e as empresas de ônibus “deverão adotar todas as providências para evitar acúmulo de passageiros em filas”. A portaria recomenda ainda que, para garantir isso, as empresas disponibilizem frota de estoque nos terminais de passageiros ou nas garagens.

Descumprindo a portaria, os empresários do transporte público diminuíram a frota nas ruas e os ônibus estão circulando lotados, expondo os trabalhadores rodoviários e a população a um risco excessivo de contaminação. Para completar, nesta terça-feira (31), começaram a implementar um plano de demissão em massa de rodoviários que vai tornar impossível o cumprimento das determinações do governo estadual.

É preciso que o Governo Paulo Câmara, responsável direto pela gerência do sistema de transporte coletivo, tome medidas contra estas demissões e o descumprimento da portaria. Paulo Câmara precisa chamar uma reunião entre os patrões e os trabalhadores rodoviários para intermediar uma saída que signifique proteção da saúde e do emprego.”

Por: Mezaabe Vitor com as informações do blog do Jamildo

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