Após novo tumulto, penitenciária em Caruaru passa por revista

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O bairro do Vassoural, em Caruaru – Agreste do Estado – viveu momentos de tensão nesta segunda-feira (25). , os moradores da área viram uma agitada movimentação de viaturas entrarem e saírem da unidade por conta de mais uma confusão no local, quando nove presidiários foram transferidos para o Hospital Regional do Agreste (HRA) por conta de ferimentos causados durante o tumulto. Parentes dos presos prometem fazer vigília na região.

As ruas no entorno da penitenciária foram isoladas e muitos parentes de presos estiveram no local para tentar conseguir informações. O conflito desta segunda-feira teria começado por conta da nova transferência de detentos após o a rebelião do sábado. A polícia havia tido acesso, mais cedo, a áreas dentro da unidade conhecidas como sem terras. Esses locais seriam onde ficam escondidos os presos considerados de maior periculosidade.

Cerca de 10 presos teriam sido transferidos e alguns se encontravam feridos desde sábado, sem terem sido localizados.

Além dos nove presos transferidos para o HRA, outros 10 passaram por atendimento médico na enfermaria da penitenciária. Estes presidiários teriam sido considerados feridos de menor gravidade.

Alfeu Tavares/Folha de Pernambuco

Agentes do Choque entraram na unidade

Após o tumulto desta segunda-feira, foi feita uma revista na unidade à procura de armas e drogas. Membros da Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) estiveram no local. Após deixar o prédio, o grupo informou que ficará a cargo de contatar cada família de preso ferido e repudiaram a falta de informação e apoio aos parentes.De acordo com a Secretaria-Executiva de Ressocialização (Seres), o tumulto desta segunda-feira foi controlado pelos próprios agentes penitenciários da unidade. Apesar disso, policiais do Batalhão de Choque, do Batalhão Especializado de Policiamento do Interior e Agentes Penitenciários estiveram na penitenciária. O Choque entrou na unidade por volta das 13h e, ainda às 15h, permaneceu no interior da penitenciária.

O estopim para o caso teria sido a revolta dos presos com a estrutura que funciona dentro do presídio: um grupo que manda em tudo, chamado de “comando”, organizaria outros detentos que fazem espancamento, controlam as drogas e fazem os trabalhos mais braçais.

Fonte:FolhaPE

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