Os perigos que um mergulho no rio esconde.

Os perigos que um mergulho no rio esconde.

Veja quais são os principais perigos de se banhar no rio e os cuidados que se deve tomar.

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Muitas vezes, à primeira vista, pode parecer que tudo está calmo. Mas banhar-se nas águas de um rio, em algumas circunstâncias torna-se um prazer mais traiçoeiro que do que se poderia imaginar. Após um mergulho, pedras no fundo podem deixar uma pessoa paraplégica. Correntezas fortes não perceptíveis são capazes de causar afogamento. Na Mata Sul e Agreste pernambucano alguns rios como: Sirinhaém, Una, Pirangi entre outros cortam algumas cidades, a garotada aproveitam o verão para se banhar nas águas escuras dos rios e não tomam seus devidos cuidados.

Veja quais são os principais perigos de se banhar no rio e os cuidados que se deve tomar.

CORRENTEZA:

É a velocidade com que a água se desloca e varia de acordo com o formato (leito e fundo) do rio. Quando o volume de água é muito grande, a probabilidade de a pessoa se dar conta de que há correnteza (e se ela está forte) é menor. Na margem, ela é sempre mais suave porque a quantidade de água não é tão grande

 

— “Mas se a água estiver passando muito rápido na margem, provavelmente a correnteza estará muito mais forte no meio do rio. Recomendamos entrar sempre com cautela, dando um passo atrás do outro. E ficar, de preferência, em um lugar onde a água bata até a cintura, no máximo. Se a pessoa não consegue alcançar o fundo, será muito mais difícil sair.”

PEDRAS:

Quanto mais pedras, maior é a velocidade da água, pois ela precisa de espaço para passar. Além disso, muitas vezes não é possível enxergá-las porque estão muito no fundo. Por isso, não se recomenda pular no rio sem antes conhecê-lo. Foi exatamente depois de saltar de uma ponte e bater com cabeça em uma pedra que o escritor Marcelo Rubens Paiva, então com 20 anos, fraturou uma vértebra do pescoço e ficou paraplégico.

— Além disso, se o rio tem um desnível de pedra, a pessoa vai ser jogada para o fundo muitas vezes pelo caminho que o leito percorre. Pode ser levada para o fundo, não conseguir se desprender e, assim, ser arrastada por quillômetros. O esforço físico para sair da correnteza é muito maior. Ela vai se desgatando, perde as forças e morre afogada.

TROMBA D’ÁGUA:

Foto: Reprodução/TV Globo

É quando a chuva aumenta o volume de água na cabeceira do rio e, consequentemente, faz crescer a velocidade da correnteza. Segundo Marcos Vinícius, o Rio São Francisco, por exemplo, já tem naturalmente uma quantidade de água muito grande. Em função disso, uma tromba d’água pode não ser perceptível a olho nu. Ele recomenda sempre nadar o mais próximo possível da margem.

— É muito comum o banhista querer atravessar o rio. É uma aventura que pode colocar sua vida em risco. A percpeção dentro da água é diferente de quem está do lado de fora.

REDES DE PESCA:

Corpo de bombeiros recomenda evitar banhar-se em rios onde haja intensa atividade pesqueira sob o risco de ficar preso na rede – William de Moura / Agência O Globo

É preciso evitar rios onde há intensa atividade pesqueira. Se a pessoa já estiver no meio de uma correnteza, por exemplo, e se enroscar na rede, sair será muito mais difícil.

REDEMOINHO:

É uma formação que ocorre no caminho que a água percorre e que joga os objetos (ou uma pessoa) da superfície para o fundo e de lá para cima novamente. Depois, a água segue o caminho natural do leito, carregando com ela o que houver. O que acontece, às vezes, é que, ao chegar ao fundo, a pessoa fica girando no mesmo lugar durante muito tempo por causa da corrente. Sem força para sair, ela se afoga.

DICA— Em situações deste tipo, a tendência é tentar manter a cabeça fora da água para poder respirar. Tamanho esforço gera um enorme esgotamento físico —

( Com as informações: O Globo )

Por: Mezaabe vitor – em busca da informação.

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