Se cobrado, IPVA para helicópteros, barcos e jatos renderia R$ 4,6 bi

Se cobrado, IPVA para helicópteros, barcos e jatos renderia R$ 4,6 bi

Os brasileiros proprietários de jatinhos, aviões, helicópteros, barcos, motos aquáticas e iates são isentos do pagamento de IPVA (Imposto Sobre a Pro

Bonito-PE: Grupo de Capoeira negrinho de sinhá VII, é destaque na cidade.
Pernambuco é único estado do Brasil com filas em postos de gasolina
Palmares-PE: Secretaria de Educação recebe Secretários e Técnico de 15 municípios da Mata Sul.
Jaboatão dos Guararapes:Eleição incerta, Anderson Ferreira pode ser forçado a recuar
Brasileiros adotam prática do ‘esse celular é do ladrão’ para se defender de roubos.
Vereador Salatiel Cortez

Os brasileiros proprietários de jatinhos, aviões, helicópteros, barcos, motos aquáticas e iates são isentos do pagamento de IPVA (Imposto Sobre a Propriedade de Veículos Automotores), que é cobrado para donos de automóveis.

Caso a cobrança fosse realizada, ela renderia mais de R$ 4,6 bilhões aos cofres públicos, segundo estimativa do Sindifisco Nacional (Sindicato Nacional dos Auditores-Fiscais da Receita Federal do Brasil).

“Sem reforma tributária não adianta pensar no futuro”, defende relator

A projeção leva em conta a arrecadação anual de R$ 158 milhões dos 1.681 helicópteros, R$ 338 milhões dos 641 aviões e jatos, R$ 115 milhões dos 827 aviões turboélices e R$ 4 bilhões das 131.544 embarcações nacionais. A conta exclui os mais de 12 mil aviões comerciais, que não seriam incluídos na tributação.

O presidente do Sindifisco Nacional, Cláudio Damasceno, avalia que a cobrança aliviaria a crise dos Estados e municípios. “Traria recursos diretamente para a melhoria dos transportes do país”, garante.

PEC prevê cobrança de IPVA sobre aviões e lanchas

A cobrança de IPVA para aeronaves e embarcações foi barrada pelo STF (Supremo Tribunal Federal) em 2007, quando a Corte decidiu contra a incidência do imposto nos Estados de Amazonas, São Paulo e Rio de Janeiro. Para reverter a decisão, Damasceno observa que deveria ser aprovada uma PEC (Proposta de Emenda à Constituição).

A estimativa considera as frotas apresentadas pela Abag (Associação Brasileira de Aviação Geral), Acobar (Associação Brasileira dos Construtores de Barcos) e da DPC (Diretoria de Portos e Costas).

Reforma tributária

O valor que seria herdado aos cofres públicos com a tributação dos veículos náuticos e aéreos, no entanto, corresponde a apenas 11,1% dos R$ 41,08 bilhões que o Sindifisco Nacional prevê como efeito de uma reforma tributária completa.

A estimativa leva ainda em conta o ganho de R$ 7 bilhões (17%) com o fim de juros sobre capital próprio, R$ 10,8 bilhões (26,2%) com o encerramento das isenções de remessas de lucros ao exterior e R$ 18,4 bilhões (44,7%) com o fim das isenções na distribuição de lucros.

Brasil só terá as contas públicas no azul em 2022, prevê FMI

“Se o Brasil não tivesse deixado de tributar os lucros e dividendos e a remessa de lucros ao exterior e não tivesse criado os juros sobre o capital próprio, com certeza teríamos arrecadado recursos suficientes para evitar qualquer crise fiscal”, afirma o relatório entregue aos presidenciáveis em junho.

Damasceno afirma que as reformas tributárias brasileiras “empacam no Congresso Nacional” por conta de uma “guerra” aberta por Estados e municípios, cujos interesses acabam “falando mais alto” devido à complexidade do sistema.

Defasagem do IR passa dos 88%, afirma Sindifisco

Imposto de Renda

A correção da tabela do Imposto de Renda, que atualmente obriga o pagamento do tributo por trabalhadores remunerados anualmente com mais de R$ 28.559,70. A tabela teve a última alteração feita no ano de 2015.

De acordo com Damasceno, para recuperar a defasagem superior a 88% seria necessário que apenas trabalhadores com salário mensal superior a R$ 3.585. “Há uma enorme massa de pessoas que estão pagando um imposto que não deveria”, avalia ele.

A previsão é da realização de uma correção na tabela do Imposto de Renda por 10 anos consecutivos. “Em um cenário fiscal ruim como o que temos atualmente, o governo iria dizer que não é possível abrir mão de uma receita porque o país vive uma crise”, explica Damasceno, que vê o prazo como um tempo adequado para amortizar a preda de arrecadação superior a R$ 30 bilhões a proposta, caso ela estivesse vigente entre 2010 e 2020. (Via: R7)

Vereador Nidinho da Saúde

COMMENTS

WORDPRESS: 0